Associação de PMs vai à justiça contra mudar nome da GCM para Polícia Municipal


Um novo nome que a Prefeitura de São Paulo quer associar à Guarda Civil Metropolitana (GCM) virou caso de justiça. A Defenda PM, uma associação ligada aos oficiais militares, entrou com uma ação para tirar o nome "Polícia Municipal. " A associação argumenta que a mudança é inconstitucional e pode confundir a população. O advogado Martim de Almeida, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, diz que "chamar uma guarda de polícia é enganar a população que acredita que o efetivo policial colocado está maior, cria uma falsa sensação de segurança e acaba resultando em risco para aquele soldado, policial da guarda e para o cidadão.” Ao ser questionado sobre a ação na justiça, o secretário de segurança urbana disse que compreende , mas que o intuito da mudança é melhorar a segurança pública. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou no início de setembro que, "gradualmente" todos os veículos da corporação ganharão adesivos com a nova denominação. Um novo layout dos carros da GCM já foi apresentado. Ao todo, a GCM conta com 454 veículos, sendo que 224 são locados. O contrato da locação se encerra no ano que vem e, após a renovação, a gestão Doria já quer que eles venham com a nova roupagem. Doria disse quando fez o anúncio que a mudança é uma "questão de informação". "Tem pessoas que não conseguem identificar o que quer dizer GCM. Isso é um fato. Brasileiros. Estrangeiros, então, não tem menor ideia do que seja. 'Polícia' você lê em qualquer idioma", explicou.

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